Na área da comunicação social muitas datas ao longo do ano são importantes para a manutenção dos direitos dessa classe profissional.

Com o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado hoje, dia 3 de Maio, não é diferente.

Em 1993, a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), juntamente com a celebração da assinatura da Declaração de Windhoek, capital da Namíbia, sede de um seminário realizado por jornalistas africanos em 1991. O objetivo do seminário era garantir o direito à liberdade aos profissionais da comunicação de investigar e trazer a público, o conhecimento de informações de forma independente e imparcial.

No Brasil, a liberdade de imprensa ganhou força em 1988, quando a constituição do país reservou um capítulo exclusivo para a comunicação social. Os principais direitos assegurados nos artigos 220 a 224 são o direito da ampla liberdade de expressão, sem censura prévia, e a garantia do sigilo das fontes jornalísticas quando necessário.

No último ano, o nosso país ficou em 111º lugar no ranking mundial da Liberdade de Imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras, entrando em uma zona vermelha do ranking. Segundo a organização, a situação da imprensa brasileira é delicada. Portanto, a colocação pode servir de alerta às autoridades do país. Afinal, o objetivo do Dia 3 de Maio é garantir o direito dos jornalistas de trazerem a veracidade dos fatos ao público, denunciando situações incorretas e lutando por um ambiente mais saudável, sem a disseminação de notícias falsas e desinformação.